Majetoso completa 68 anos de história

September 12, 2016

Hoje é dia de comemorar um aniversário muito especial: o estádio Moisés Lucarelli, o Majestoso, completa nesta segunda-feira 68 anos de vida.  A casa da Associação Atlética Ponte Preta foi inaugurada oficialmente em 12 de setembro de 1948, mas a história começou antes disso, quando os amigos Olímpio Dias Porto, José Cantúsio e Moyses Lucarelli (isso mesmo, a grafia da época era com y e não com i) reuniram dinheiro para comprar um terreno onde sonhavam construir um grande estádio para seu time.
A obra foi erguida na antiga chácara Maranhão, no bairro Ponte Preta. No local existia apenas uma casinha simples, localizada exatamente onde foi determinado o centro do gramado. O material de construção foi conseguido junto a amigos, empresários (uma curiosidade: apesar de amplamente difundida, a história de que a maioria destes empresários era paulistana não passa de uma lenda) e da famosa “Campanha do Tijolo”, que teve início após a terraplanagem.
A campanha movimentou Campinas por quatro anos: durante a semana os caminhões da Companhia Vieira estacionavam na rua Barão de Jaguará para receber doações de material e nos finais de semana a torcida – e até jogadores, como Bruninho – trabalhava em mutirão na construção do estádio.
A Pedra Fundamental do estádio foi lançada em 13 de agosto de 1944. Os engenheiros responsáveis pelo projeto foram Alberto Jordano Ribeiro, Eduardo Badaró e Mário Ferraris.No dia 7 de setembro de 1948 foi realizada a inauguração parcial do Majestoso em missa campal, e, no dia 12 de setembro, a inauguração oficial do Estádio que recebeu o nome do patrono Moisés Lucarelli.
Por sinal, Lucarelli era modesto e não queria ver seu nome no estádio: a diretoria aproveitou uma viagem do patrono à Argentina para colocar o nome dele, grafado com “i” em vez de “y”, na fachada do Estádio – hoje tombada pelo Patrimônio Público (em 16 de junho de 2011, o Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas -Condepacc) aprovou o tombamento do bloco da fachada entre as torres do Majestoso, decisão aplaudida pela Ponte Preta. 
O apelido do estádio foi dado pelo jornalista Fernando Pannattoni. Na década de 40, quando a obra foi iniciada, Campinas tinha 140 mil habitantes e o estádio previa um local para abrigar 30 mil. A ousadia do projeto levou o jornalista, que publicava a sessão “Campinas Esportiva” no jornal Gazeta Esportiva, a se referir ao estádio como um empreendimento “majestoso”.
Foi ali, nas arquibancadas do Majestoso, que a torcida pontepretana viveu grandes conquistas, comemorou inúmeras vitórias em dérbis, apoiou o time quando ele mais precisou. Nos hoje remotos anos 70, as arquibancadas do estádio chegaram a abrigar mais de 33 mil pessoas - em uma partida contra o Santos - em um espaço onde hoje são permitidos 19,2 mil.

 

Comemoração

 

E para comemorar a data, a Ponte Preta está dando de presente quatro tours para conhecer o estádio, a Majestour,  para 60 pessoas. São quatro grupos de 15, com visitas se iniciando às 11, 14, 16 e 18 horas  - as visitas são gratuitas, basta se inscrever com antecedência na sala do Torcedor Camisa 10+, até no máximo às 10 horas da própria segunda.

Além das visitas, o estádio manterá as portas abertas ao público das 11 às 22 horas com a presença de sete foodtrucks, que estarão vendendo pizza no cone, hambúrgueres, batatas fritas, hot Dogs, ceviches, paletas, bolos, doces e canoles. “Convidamos todos para que venham e, por ser uma segunda, dia de trabalho e estudo pra maioria das pessoas, programamos a atividade pra durar até de noite e oferecemos opções diferentes de horário pro Majestour. A ideia é possibilitar que as pessoas venham ao estádio e celebrem com a gente, com comida e histórias sobre ele”, ressalta Eric Silveira, coordenador do TC10+ e organizador da homenagem ao estádio.

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